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Mesmo com todas as nossas ações sendo direcionadas ao assistencialismo, procuramos estabelecer parcerias em outras ações sociais que possam atender outras necessidades que não as daqueles que nos procuram.
Sempre há um motivo para a solidariedade, ou até mesmo não há, mas o importante é doarmos o que há de melhor em cada um de nós.
"Quem doa... cresce e abre espaço em si para receber mais da vida e das pessoas.
Doar faz bem!"

INCLUSÃO SOCIAL – uma necessidade ou uma prática?
Há 16 milhões de pessoas deficientes a espera de uma oportunidade de vida e trabalho.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% da população dos países subdesenvolvidos é portadora de alguma deficiência. No Brasil, as últimas estatísticas registraram 16 milhões de pessoas nessa condição.
Desse total, estima-se que 9 milhões estão em idade de integrar o mercado de trabalho. No entanto, segundo o último levantamento do IBGE, o número de elementos integrados ao trabalho não ultrapassa a marca de 1 milhão de pessoas.
A escolarização e formação profissional, falhas do sistema educacional, dificultam a inserção no mercado de trabalho
O Brasil não conta com muitos levantamentos estatísticos em relação a participação de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho. Isso porque muitas das atividades hoje desempenhadas por essa parcela da população ainda se restringem ao mercado informal:
- camelôs;
- pedintes de rua;
- vendedores de bilhetes de loteria;
- distribuidores de adesivos em sinais, que pedem colaboração para entidades que cuidam de deficientes.
Estima-se que participam do mercado formal de trabalho, com carteira assinada ou como autônomo com seguridade social, somente 2% dos deficientes existentes no país. Isso representa, aproximadamente, 180 mil pessoas. Duas das principais causas desse problema são a falta de escolarização e de formação profissional adequada.
De acordo com o Censo Escolar de 2000, 28.000 alunos deficientes cursavam as escolas regulares no Brasil. Nas escolas especiais, públicas ou privadas, havia 300.000 alunos. Desse total, somente 3.000 estavam no Ensino Médio (MEC 2000).
As limitações não estão só nos portadores de deficiências
O mercado de trabalho também não está preparado para receber esses profissionais. Há carência de cursos profissionalizantes direcionados a esse segmento e ausência de acompanhamento psico-social para criar ambiente adequado ao recebimento desse trabalhador, seja para o ingresso no serviço público ou na iniciativa privada.
A Legislação evolui para garantir os direitos do cidadão
A Constituição Federal de 1988 proíbe a discriminação quanto ao salário ou critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência.
A administração pública, direta e indireta, reserva por Lei, um percentual de cargos e empregos públicos aos portadores de deficiência.
A Lei previdenciária criou uma reserva de mercado ao estipular que a empresa com mais de 100 empregados está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:
- empresas com até 200 empregados: 2%
- de 201 a 500 empregados – 3%
- de 501 a 1000 – 4%
- de 1001 em diante – 5%
O fim da exclusão dos deficientes é bom para as empresas, para os cidadãos e para a sociedade.
Apesar dos esforços na área Legislativa, o panorama não é, até agora, dos mais animadores. Os portadores de deficiência ainda são discriminados no mercado de trabalho. No entanto, algumas empresas e instituições investem em trabalhos específicos direcionados a esse segmento e colocam em prática programas para a contratação desses profissionais.
Com base nessas experiências, algumas empresas identificam que as limitações impostas pela deficiência podem ser um elemento favorável a esses profissionais em algumas funções específicas, como as que demandam alto poder de concentração ou exposição a fatores que poderiam oferecer risco para outros trabalhadores. Por exemplo: uma pessoa com deficiência auditiva total, ou muito profunda, pode atuar, sem problemas, em ambientes excessivamente barulhentos. Experiências como a do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, destacam o rigor com que essas pessoas desempenham o exercício profissional. A segurança interna do hospital é integralmente monitorada por 11 funcionários portadores de deficiência.
O que podemos oferecer ?
“Permitir que as pessoas portadoras de deficiência consigam e mantenham um emprego conveniente, progridam profissionalmente e tenham garantida sua inserção ou reinserção na sociedade”.
Possibilitar acesso aos Programas de Educação de Jovens e Adultos – Ensino Fundamental e Médio e a participação nos Programas de Educação Profissional.
As empresas devem, por justiça, promover:
- Assessoria no desenvolvimento de projetos que criem condições para a inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho.
- Campanhas de sensibilização, mobilização e divulgação de informações sobre a legislação e as possibilidades de contratação de profissionais portadores de deficiência.
- Mapeamento das funções que podem ser exercidas, em cada ramo da economia, pelos portadores de cada deficiência
- Realização de pesquisas sobre o perfil da clientela, no que se refere às características sócio-demográficas (idade, sexo, escolaridade, localização geográfica dos domicílios, ocupações em que se encontram), entre outras.
- Cadastramento de pessoas portadoras de deficiência já capacitadas no seu “banco de talentos”, para subsidiar sua identificação e inclusão, nos seus processos de seleção, em funções por elas desenvolvidas.
O CETO, em parceria com a ASSOCIAÇÃO VEM SER, estão fazendo a sua parte e têm intenções de, a cada dia, estar abrindo novas vagas para essa prática, que além de social é humanitária.
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Douglas Senda Galindo
Jovem portador de deficiência mental, integrante do Grupo de Apoio Psicopedagógico, iniciou seu treinamento dia
dia 27 de setembro de 2005 no Laboratório de Prótese do CETO, como mensageiro e desde fevereiro/2006 trabalha registrado pelo Instituto Velasco.
É sensível e transparente sua alegria e realização pessoal. Estamos dando-lhe todos as ferramentas necessárias para que ele possa exercer sua cidadania, com dignidade e respeito |
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Ludimila Pelegrino, jovem portadora de paralisia cerebral, recém formada pela Universidade São Marcos, no curso de psicologia, aluna do Curso de Natação Adaptada, iniciou seus atendimentos nas dependências da FLECHINHA, provando que apesar da deficiência é uma profissional graduada e qualificada para exercer seu papel em nossa sociedade.
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